Mucuri: Sindicato e Coordenação da Atenção Básica Debateram Novas Atribuições
Na manhã da quarta-feira, 27 de setembro, o SINDACESB, FEDACSE-BA e CONACS retornaram a Mucuri, Bahia, para um diálogo fundamental com o Secretário Municipal de Saúde, Fernando Gonçalves Jardim, e a diretora do Departamento da Atenção Básica, a enfermeira Larissa Lamonato.
Logo no início, a equipe sindical, composta pelos diretores do SINDACEB e FEDACSE-BA, Paulo Alves, Daniel Rocha e José Félix, também diretor da Confederação Nacional CONACS acompanhados pelos delegados locais Cristiano, Ceiça e Pinheiro, iniciou um diálogo com a equipe da Atenção Básica sobre a necessidade de estabelecer normas para melhor orientar a atuação dos Agentes de Saúde na aferição da pressão arterial, glicose e temperatura dos pacientes visitados.
Durante o debate, José Félix enfatizou que, em seu curso técnico recentemente concluído, foi instruído pelos preceptores que os trabalhadores devem seguir orientações técnicas e realizar o acompanhamento apenas quando houver determinação específica do profissional médico ou enfermeiro para aferição, evitando ações indiscriminadas que possam induzir conclusões falsas.
Indira Marta Leal, apoiadora da atenção básica, destacou que esse processo também envolve a educação da comunidade, o que não substitui o acompanhamento, especialmente em casos específicos.
Diante dessas colocações, Félix reforçou novamente a importância de evitar o uso indiscriminado dessa atribuição, enfatizando a necessidade de critérios claros. A delegada sindical Pinheiro sugeriu que o uso do aparelho de Pressão Arterial pelos ACS's deve ser supervisionado com regras para garantir que o programa Hiperdia na unidade e o acolhimento da equipe não sejam desvirtuados.
A delegada sindical, Seiça, acrescentou que é necessário desenvolver estratégias para compreender completamente os diagnósticos, considerando o ambiente e a família, principalmente nas áreas rurais, e defendeu a padronização dos atendimentos para evitar iniciativas descoordenadas.
Larissa, a diretora, mencionou que já estava implementando mudanças em alguns parâmetros de análise para uma melhor compreensão do perfil epidemiológico do município.
A apoiadora Valéria enfatizou que não há regulamentação no curso e que ele não define o que deve ou não ser feito. Nas atribuições, mencionou que o ACS que concluiu o novo curso pode medir a Pressão Arterial indiscriminadamente na área de acompanhamento. No entanto, ressaltou que os resultados devem ser desenvolvidos e compartilhados em equipe. Ela citou exemplos em que é possível medir em grupos de risco.
Félix enfatizou novamente a necessidade de normas para educar tanto a população quanto os trabalhadores, sempre dentro de parâmetros específicos de acordo o que foi ensinado pelo novo curso técnico que introduziu a atribuição.
Indira Leal destacou que existe um processo de trabalho que deve ser valorizado, independente de qualquer conflito interno em torno das aferições porque a comunidade espera uma atuação diferenciada.
Paulo Alves enfatizou que, fora de um contexto específico, as medições da Pressão Arterial não são uma obrigação do ACS, a menos que sejam realizadas de forma supervisionada, como ensinado no curso.
Daniel ressaltou que o trabalho do ACS envolve a observação de famílias como um todo, e uma atenção individualizada de forma avulsa sem uma normativa pode prejudicar a análise de contextos gerais necessários para a prática preventiva de outros profissionais da equipe.
Valéria apresentou uma ficha de programação para o acompanhamento de casos específicos no diário glicêmico e explicou que o programa Hiperdia já não atende às necessidades, tornando-se necessário adotar essa estratégia de aferição mais ampla pelas mãos dos ACS.
Ela lembrou também que em relação às medições de glicose em pacientes diabéticos, os pacientes do tipo 01 já realizam suas próprias medições com aparelhos fornecidos pelo SUS, restando aos ACS verificar as medições do tipo 02 quando necessário, conforme um cronograma que será estabelecido com critérios.
Félix complementou dizendo que as intenções estão alinhadas para um controle mais eficaz. Ele destacou que a comunidade pode se confundir quanto ao papel do Hiperdia, e é importante que a aferição seja feita dentro das atribuições estabelecidas.
Por fim, a equipe da Atenção Básica comprometeu-se a padronizar e definir regras para melhorar as medições da Pressão Arterial e da glicemia, respeitando o processo de trabalho e salientando que a responsabilidade dentro da unidade recai sobre o técnico de enfermagem. Sobre, destacou o Coordenador Geral do SINDACESB, José Félix:
Quanto instituições representativas, das nossas categorias ACS's e ACE's, estamos sim preocupados quanto à atuação dos colegas, agora técnico, em suas micro áreas, aferindo pressão, glicemia e temperatura, sem uma devida normatização ou regras mínimas, para que estes profissionais, não venham a cometer erros, excessos, que podem sim, descaracterizar as ações, objetivos, na atuação diária das UBS'S e principalmente o reforçar da Saúde Preventiva, que é o nosso objetivo principal.
Portanto, iremos em todos os municípios da nossa Base Territorial, estar fazendo este e outros debates acerca deste importante tema para todos nós trabalhadores e gestores do SUS. Sigamos firmes na defesa das nossas categorias ACS's e ACE's e do nosso SUS. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES E A UNIÃO FAZ A FORÇA. DEUS NO COMANDO SEMPRE. AMÉM!!!



Não podemos perder de vistas a importância do Processo de Trabalho da Equipe. Respeitando as funções de cada um e suas responsabilidades. Trabalhar seguindo as normas e regras, propostas pela Gestão municipal. Assim, contribuindo para o bom andamento do trabalho e o fortalecimento das nossas UBS e do SUS, com toda certeza. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES E A UNIÃO FAZ A FORÇA. DEUS NO COMANDO SEMPRE. AMÉM!!!
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