“Depois da queda, o coice" audiência pública discute reforma da previdência na Câmara
Por (Daniel Rocha) O deputado David Magalhães (PC do B) participou na noite da sexta-feira (17/03) da audiência pública sobre a Reforma da Previdência realizada na câmara municipal de Teixeira de Freitas.
Compuseram a mesa do evento o presidente do Sindicato dos Comerciários de Teixeira de Freitas, Gilvane dos Santos Dias, o representante da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA) e dirigente sindical do STR de Teixeira de Freitas, Manoel Messias do Vale, Pedrinho da Força, Magno Lavigne - Presidente da União Geral dos Trabalhadores da Bahia (UGT-BA), João Milton da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e a representante local da ordem dos advogados do Brasil (OAB), Maria Goreti Martins dentre outros.
A audiência foi convocada e organizada pelas Centrais Sindicais ,CBT, UGT, CUT , FORÇA, e pela Câmara municipal através do mandato do Vereador Leonardo Feitosa (Pc do B), que presidiu a audiência prestigiada por professores, estudantes universitários, agentes comunitários de saúde e endemias, bancários e trabalhadores do campo e da cidade.
Durante a exposição o deputado federal David Magalhães explicitou que não há déficit previdenciário e que fatores positivos, como o aumento da população economicamente ativa, não está sendo considerada pelo governo.
Ainda de acordo com o deputado que integra a Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara Federal, os argumentos do governo são frágeis e não sustentam a proposta de elevar para 49 anos a contribuição e fixar a idade mínima em 65 anos.
"Devido a rotatividade no emprego, no presente, os trabalhadores encontram dificuldades para se aposentar com as regras atuais. Com os 49 anos exigidos pela reforma vai ser impossível para um trabalhador comum atingir a soma. Além disso depois da queda vem o coice, a reforma trabalhista pode acabar com a CLT."
Em entrevista David Magalhães parabenizou a ação dos sindicatos locais que vêm pressionando os deputados mais votados da região para se posicionar contra a proposta. "Espero que os trabalhadores ocupem novamente às ruas no próximo dia 31 de março para dizer não ao projeto neoliberal do governo Temer."
Para Magno Lavigne, presidente da UGT-BA, eventos como esses são importantes porque esclarece a comunidade sobre os interesses por trás das propostas de Temer. "Temos que ir pra rua protestar porque se não lutar agora será tarde demais no futuro.”
Para José Félix, presidente do Agentes Comunitários de Saúde do Extremo Sul da Bahia (SINDACESB) preocupa o silêncio dos formadores de opinião e o discurso da mídia. "Precisamos mobilizar a sociedade contra a reforma e a manipulação midiática exercida pela Rede Globo que faz o desmonte da previdência parecer algo normal."
Já Manoel Messias, CUT-BA, destacou que a audiência representa um marco para história da cidade e para Câmara Municipal que deve promover mais debates visando o esclarecimento da classe trabalhadora. Lembrou que mesmo diante do discurso preconceituoso, por parte de uma parcela da população, em relação aos sindicatos, as entidades não têm deixado de cumprir sua agenda de luta no extremo sul da Bahia.

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